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domingo, 31 de julho de 2011

Blaise Pascal (Biografia V)

Revista Ultimato, edição 330 - Maio/Junho
Matéria de Capa - Fé, razão, pecado e redenção no pensamento de Blaise Pascal
Revista Ultimato

A História do Cristianismo Através dos Séculos (aula 23)

VIDA
Nascido em Clermont-Ferrand, na região central da França, em 19 de junho de 1628 e órfão de mãe aos 3 anos, Blaise Pascal era, a princípio, um notável matemático e físico. Seu primeiro livro científico foi escrito em 1640, quando ele tinha 17 anos (“Ensaio Sobre os Cones”). Deve-se a ele a chamada Lei de Pascal, a teoria das probabilidades, a invenção de uma máquina capaz de fazer as quatro operações (a Pascalina) e do carrinho de mão de uma roda só. A linguagem de programação Pascal, publicada em 1970, e usada até hoje, recebeu esse nome em homenagem ao matemático, mesmo não sendo desenvolvida por ele. Com a sua conversão a Cristo em 1654, aos 31 anos de idade, pouco depois de um acidente de carruagem em uma das pontes de Paris, Pascal tornou-se uma testemunha laica proeminente do cristianismo, mais ligado a Cristo do que à tradição e à própria igreja. Dentre as muitas declarações sobre Jesus, a mais enfática talvez seja: “Sem Jesus Cristo, o homem permanece no vício e na miséria. Com Jesus Cristo, o homem está imune ao vício e à miséria”.

Pascal conheceu o evangelho por influência do jansenismo: um movimento dentro da igreja, fundado pelo bispo holandês Cornelius Jansen (1585–1638), que preconizava uma reforma católica com base na igreja primitiva e uma espiritualidade interior. No caso dele, a conversão se deu em uma data precisa (23 de novembro de 1654, numa segunda-feira à noite, “das dez e meia da noite, mais ou menos, até cerca de meia-noite e meia”) e em um lugar determinado (em seu quarto, enquanto lia a sós a oração sacerdotal de Jesus, em João 17). Na mesma ocasião, ele registrou essa experiência em um pedaço de pergaminho. Como esse escrito estava costurado no forro do seu casaco, quando morreu, oito anos depois, supõe-se que Pascal o tenha carregado na roupa o tempo todo.

Depois de sua conversão, o ainda jovem matemático (31 anos) dedicou-se devotamente ao Senhor, sem colocar a ciência de lado (três anos depois, ele compôs “Elementos da Geometria”). Percebe-se a sua verdadeira espiritualidade, por exemplo, no título dado a um dos seus textos religiosos: “Oração para pedir a Deus a graça de fazer bom uso das enfermidades e outras obras”. Ele mesmo não tinha saúde e morreu cedo de um tumor maligno primeiramente no estômago e depois no cérebro, em 19 de agosto de 1662, um mês antes de completar 39 anos. Ele dizia que “nós podemos tudo com Aquele sem o qual não podemos nada”.

Pascal tinha 23 anos quando o também matemático e filósofo René Descartes morreu (1650). Por ter dado muito espaço para a razão e para a ciência e pouco espaço para a fé e para Deus, Descartes não gozava da admiração de Pascal. Em um dos seus pensamentos, Pascal diz que “não vale a pena perder tempo com a filosofia de Descartes”. Pascal, por sua vez, valoriza a razão sem desvalorizar a fé.

O livro “Pensamentos”, de Pascal, foi escrito com o propósito de persuadir os céticos, numa época em que predominavam o racionalismo de Descartes (1596–1650), o reducionismo de Montaigne (1533–1592) e o ceticismo do ex-monge italiano Lucilio Vanini (1585–1619). Ao surgir uma idéia, Pascal a anotava em qualquer pedaço de papel, deixando para colocar em ordem os escritos quando tivesse tempo. Entretanto, isso foi feito depois de sua morte, por familiares e amigos. O livro, obra prima da literatura francesa, tem também outro título: “Apologia da Religião Cristã”. O que ele fez no século 17 pode ser feito no século 21!

PENSAMENTOS
Segue alguns pensamentos de Pascal que mostram a mente de um cristão, um pensador que está consciente e conscienciosamente tentando explicar a si mesmo a seqüência que culmina na fé.

O homem dividido dentro de si mesmo
• A encarnação de Jesus mostra ao homem a grandeza de sua miséria pela grandeza do remédio que ele precisa.
• Poucos falam humildemente sobre humildade. Poucos falam castamente sobre castidade. Somos mentirosos, temos duas caras e vivemos sob disfarces na tentativa de ocultar dos outros o que realmente somos. Sem a graça de Deus o homem não é senão um sujeito cheio de erros inapagáveis.
Nós não somos senão mentiras, duplicidades, contrariedades. Nós nos escondemos e nos destruímos a nós mesmos.

O homem enjoa de tudo porque a felicidade não está nas coisas exteriores
• Trabalhamos incessantemente para embelezar e conservar nosso ser imaginário, negligenciando o verdadeiro.
• É perigoso conhecer Deus sem conhecer a própria miséria e conhecer a própria miséria sem conhecer Deus.
• Afastemos a impiedade e a alegria ficará sem mancha.

A morte é o começo da beatitude do corpo
• Enfrentemos a morte com Jesus Cristo e não sem Jesus Cristo. Sem Jesus Cristo a morte é terrível, detestável e o horror da natureza. Em Jesus Cristo, a morte é toda outra, toda amável, toda santa e a alegria do crente. Tudo é doce em Jesus Cristo, até a morte e isso porque ele sofreu e foi morto para santificar a morte e o seu sofrimento.
• Os crentes que morreram na graça de Deus não cessaram de viver, como a natureza sugere. Ao contrário, eles começaram a viver, como a verdade assegura. Suas almas não estão perdidas, nem reduzidas a nada, mas vivificadas e unidas no soberano viver.

Dor e consolação em conjunto
• Tu não és menos Deus quando estás me afligindo e punindo do que quando estás me consolando e mostrando compaixão por mim.
• Ó Senhor, tira de mim aquela autopiedade que o amor próprio tão prontamente produz e a frustração de não ser bem sucedido no mundo como eu naturalmente desejaria, pois esse sucesso não tem consideração por tua glória.
• Não oro por saúde ou doença, vida ou morte, mas oro para que a tua vontade use a minha saúde, a minha enfermidade, a minha vida e a minha morte para a tua glória, para a minha salvação, para o benefício de tua Igreja e dos santos.

Jesus Cristo é o centro para onde tudo converge
• Sem Jesus, qualquer comunicação entre Deus e o homem é impossível.
• Jesus Cristo é o objeto de tudo e o centro para onde tudo converge. Quem o conhece sabe a razão de todas as coisas.
• Não só conhecemos Deus apenas por Jesus Cristo, mas ainda nos conhecemos apenas por Jesus Cristo. Só conhecemos a vida e a morte apenas por Jesus Cristo. Fora de Jesus Cristo não sabemos o que é a nossa vida, nem a nossa morte, nem Deus, nem nós mesmos.
• Jesus Cristo não é simplesmente Deus, mas um Deus reparador das nossas misérias.
• Jesus veio dizer aos homens que eles não têm outros inimigos senão eles mesmos.
• Todos que procuram Deus fora de Jesus Cristo caem no ateísmo ou no deísmo, duas coisas que a religião cristã abomina quase de igual forma.
• O conhecimento de Deus sem o da própria miséria produz orgulho. O conhecimento da própria miséria sem o de Deus produz desespero. O conhecimento de Jesus Cristo gera o meio-termo, pois nele encontramos Deus e nossa miséria.

O cristianismo tem algo de espantoso
• O cristianismo é estranho. Ordena ao homem que reconheça o quanto é vil e abominável e, ao mesmo tempo, gera nele o desejo de ser semelhante a Deus.
• Salvo o cristianismo, nenhuma religião ensina que o homem nasce em pecado. Nenhuma escola filosófica o afirma. Nenhuma, pois, diz a verdade.
• Toda religião que não reconhecer agora Jesus Cristo é notoriamente falsa e os milagres que ela faz não podem servir para nada.
• O cristianismo consiste propriamente no mistério do Redentor, que reuniu em si as duas naturezas, a divina e a humana, e tirou os homens da corrupção dos pecados para reconciliá-los com Deus em sua pessoa divina.

Excluir a razão e não admitir senão a razão são dois extremos a evitar
• O coração tem razões que a razão desconhece. Sente-se isso em mil coisas. É o coração que sente Deus e não a razão. Eis o que é a fé: Deus sensível ao coração e não à razão. A religião não é absolutamente contrária à razão.
• Submissão e uso da razão -- eis em que consiste o verdadeiro cristianismo. O último passo da razão é reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a supera. Se a razão não reconhece isso, ela é fraca. Se as coisas naturais a superam, o que se dirá das sobrenaturais?
• Não tire de seu aprendizado a conclusão de que você sabe tudo, mas sim a certeza de que ainda resta muito a saber.
• É uma estranha inversão a sensibilidade do homem às pequenas coisas e a insensibilidade dele às grandes coisas.

Obs: O texto foi extraído da revista Ultimato, edição 330 - Maio/Junho. A matéria de capa desta edição foi sobre Pascal "Fé, razão, pecado e redenção no pensamento de Blaise Pascal".
Para ter acesso a todo conteúdo, visite Revista Ultimato

domingo, 26 de junho de 2011

Igreja e identidade

Por Jan Tammadge

COMO VAI A SUA IGREJA?

Em nossa classe de escola dominical, este ano, temos estudado sobre o nascimento e crescimento da Igreja. Olhamos para o livro de Atos, onde lemos as histórias da Igreja primitiva em Jerusalém, depois na Judéia, Samaria e as regiões do sul da Ásia e Europa. Ouvimos também sobre o que aconteceu com a Igreja após os registros de Atos, bem como o estabelecimento do Catolicismo Romano, a Reforma Protestante - e também estudamos a biografia de algumas pessoas que influenciaram o crescimento e desenvolvimento da Igreja.

Mas hoje nós queremos olhar para a Igreja contemporânea - a nossa Igreja hoje - para observar como ela funciona e está crescendo. Então, para começar vamos conversar sobre a "nossa" igreja.

Descreva a sua Igreja – (Dividir a turma em 4 grupos e pedir para cada um responder as perguntas abaixo anotando as respostas num papel, e depois compartilhar as respostas com a classe toda).

  • Quantas pessoas freqüentam a sua igreja? Qual a quantidade de velhos, jovens, crianças?
  • Quais atividades você tem na igreja? No domingo e/ou durante a semana?
  • Se alguém visitasse a sua igreja como ele a descreveria?
Certo, então é assim que a nossa igreja se comporta/parece. Mas qual é o plano de Deus para a Sua Igreja? Como é que Ele pretende que a Igreja deva ser? (Dividir novamente em 4 grupos e pedir para cada grupo ler o texto bíblico e responder as perguntas que lhe foram destinadas, e depois compartilhar as respostas com a classe toda).

E uma última pergunta ....
Porque você acha que existem quatro diferentes imagens para Igreja descrita no Novo Testamento?


Conclusões
A Igreja ou o Corpo de Cristo é o grupo de crentes nascidos de novo e que foram unidos a Jesus Cristo pelo Espírito Santo, para cumprir a tarefa de testemunhar e estabelecer o Reino de Deus, inaugurado por Jesus Cristo. Todos os discípulos estão unidos nesta tarefa, e cada um tem um papel a desempenhar. Esses discípulos precisam trabalhar juntos como um corpo com muitos membros, dependentes uns dos outros como os tijolos de um edifício, puros como uma esposa, amando e cuidando um do outro como membros de uma mesma família. Todos os crentes participantes da Igreja, no mundo todo, obviamente, não podem reunir-se, e assim Deus ordenou que se reúnam em grupos pequenos, seja numa igreja local, ou uma igreja que se reune em casas.

Para pensar ...
Como um membro do corpo de Cristo, você se vê como uma parte necessária deste corpo e está totalmente comprometido com ele?

Faça a você mesmo essa pergunta: "Como eu posso contribuir com a igreja local, participante do corpo de Cristo?" Ou responda a pergunta a seguir: "O que a igreja local pode contribuir comigo?".


Um Edifício
Efésios 2:20-22: Vocês são como um edifício e estão construídos sobre o alicerce que os apóstolos e os profetas colocaram. E a pedra fundamental desse edifício é o próprio Cristo Jesus. Ele mantém o edifício todo bem firme e faz com que cresça como um templo dedicado ao Senhor. Assim vocês também, unidos com Cristo, estão sendo construídos, junto com os outros, para se tornarem uma casa onde Deus vive por meio do seu Espírito.

1 Coríntios 3:16: Certamente vocês sabem que são o templo de Deus e que o Espírito de Deus vive em vocês.

2 Coríntios 6:16: Que relação pode haver entre o Templo de Deus e os ídolos? Pois nós somos o templo do Deus vivo, como o próprio Deus já disse: "Eu vou morar e viver com eles. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo."

1 Pedro 2:4-5: Cheguem perto dele, a pedra viva que os seres humanos rejeitaram como inútil, mas que Deus escolheu como de grande valor. Vocês, também, como pedras vivas, deixem que Deus os use na construção de um templo espiritual onde vocês servirão como sacerdotes dedicados a Deus. E isso para que, por meio de Jesus Cristo, ofereçam sacrifícios que Deus aceite.

Qual imagem é utilizada para descrever a Igreja?



 Qual é o propósito deste templo ou "morada de Deus"?



 Como as pessoas deste prédio devem se relacionar entre si?



Uma Família
Efésios 1:4-6: Antes da criação do mundo, Deus já nos havia escolhido para sermos dele por meio da nossa união com Cristo, a fim de pertencermos somente a Deus e nos apresentarmos diante dele sem culpa. Por causa do seu amor por nós, Deus já havia resolvido que nos tornaria seus filhos, por meio de Jesus Cristo, pois este era o seu prazer e a sua vontade. Portanto, louvemos a Deus pela sua gloriosa graça, que ele nos deu gratuitamente por meio do seu querido Filho.

Efésios 2:19: Portanto, vocês, os não-judeus, não são mais estrangeiros nem visitantes. Agora vocês são cidadãos que pertencem ao povo de Deus e são membros da família dele.

Romanos 8:17: Nós somos seus filhos, e por isso receberemos as bênçãos que ele guarda para o seu povo, e também receberemos com Cristo aquilo que Deus tem guardado para ele. Porque, se tomamos parte nos sofrimentos de Cristo, também tomaremos parte na sua glória.

Hebreus 2:10,14-17: Pois Deus, que cria e sustenta todas as coisas, fez o que era apropriado e tornou Jesus perfeito por meio do sofrimento. Deus fez isso a fim de que muitos, isto é, os seus filhos, tomassem parte na glória de Jesus. Pois é Jesus quem os guia para a salvação. Os filhos, como ele os chama, são pessoas de carne e sangue. E por isso o próprio Jesus se tornou igual a eles, tomando parte na natureza humana deles. Ele fez isso para que, por meio da sua morte, pudesse destruir o Diabo, que tem poder sobre a morte. E também para libertar os que foram escravos toda a sua vida por causa do medo da morte. É claro que ele não veio para ajudar os anjos. Em vez disso, como dizem as Escrituras: "Ele ajuda os descendentes de Abraão." Isso quer dizer que foi preciso que Jesus se tornasse em tudo igual aos seus irmãos a fim de ser o Grande Sacerdote deles, bondoso e fiel no seu serviço a Deus, para que os pecados do povo fossem perdoados.

 Qual imagem é utilizada para descrever a Igreja?



 Qual é o propósito desta família?



 Como os indivíduos desta família devem se relacionar entre si?



Uma Noiva
Efésios 5:25-32: Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a Igreja e deu a sua vida por ela. Ele fez isso para dedicar a Igreja a Deus, lavando-a com água e purificando-a com a sua palavra. E fez isso para também poder trazer para perto de si a Igreja em toda a sua beleza, pura e perfeita, sem manchas, ou rugas, ou qualquer outro defeito. O homem deve amar a sua esposa assim como ama o seu próprio corpo. O homem que ama a sua esposa ama a si mesmo. Porque ninguém odeia o seu próprio corpo. Pelo contrário, cada um alimenta e cuida do seu corpo, como Cristo faz com a Igreja, pois nós somos membros do corpo de Cristo. Como dizem as Escrituras Sagradas: "É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua esposa, e os dois se tornam uma só pessoa." Há uma verdade imensa revelada nessa passagem das Escrituras, e eu entendo que ela está falando a respeito de Cristo e da Igreja. Mas também está falando a respeito de vocês: cada marido deve amar a sua esposa como ama a si mesmo, e cada esposa deve respeitar o seu marido.

João 17:11,21: Agora estou indo para perto de ti. Eles continuam no mundo, mas eu não estou mais no mundo. Pai santo, pelo poder do teu nome, o nome que me deste, guarda-os para que sejam um, assim como tu e eu somos um. E peço que todos sejam um. E assim como tu, meu Pai, estás unido comigo, e eu estou unido contigo, que todos os que crerem também estejam unidos a nós para que o mundo creia que tu me enviaste.

2 Coríntios 11:1-3: Eu gostaria que vocês me suportassem mesmo quando sou um tanto louco. Por favor, me suportem! O mesmo zelo que Deus tem por vocês eu também tenho. Porque vocês são como uma virgem pura que eu prometi dar em casamento somente a um homem, que é Cristo. Pois, assim como Eva foi enganada pelas mentiras da cobra, eu tenho medo de que a mente de vocês seja corrompida e vocês abandonem a devoção sincera e pura a Cristo.

 Qual imagem é utilizada para descrever a Igreja?



 Qual é o propósito desta noiva?



 Como os indivíduos que compõem a “noiva de Cristo” devem se comportar?



Um Corpo
1 Coríntios 12:12-27: Cristo é como um corpo, o qual tem muitas partes. E todas as partes, mesmo sendo muitas, formam um só corpo. Assim, também, todos nós, judeus e não-judeus, escravos e livres, fomos batizados pelo mesmo Espírito para formar um só corpo. E a todos nós foi dado de beber do mesmo Espírito. Pois o corpo não é feito de uma só parte, mas de muitas. Se o pé disser: "Já que não sou mão, não sou do corpo", nem por isso deixa de ser do corpo. Se o ouvido disser: "Já que não sou olho, não sou do corpo", nem por isso deixa de ser do corpo. Se o corpo todo fosse olho, como poderíamos ouvir? E, se o corpo todo fosse ouvido, como poderíamos cheirar?
Assim Deus colocou cada parte diferente do corpo conforme ele quis. Se o corpo todo fosse uma parte só, não existiria corpo. De fato, existem muitas partes, mas um só corpo. Portanto, o olho não pode dizer para a mão: "Eu não preciso de você." E a cabeça não pode dizer para os pés: "Não preciso de vocês."

O fato é que as partes do corpo que parecem ser as mais fracas são as mais necessárias, e aquelas que achamos menos honrosas são as que tratamos com mais honra. E as partes que parecem ser feias recebem um cuidado especial, que as outras mais bonitas não precisam. Foi assim que Deus fez o corpo, dando mais honra às partes menos honrosas. Desse modo não existe divisão no corpo, mas todas as suas partes têm o mesmo interesse umas pelas outras. Se uma parte do corpo sofre, todas as outras sofrem com ela. Se uma é elogiada, todas as outras se alegram com ela. Pois bem, vocês são o corpo de Cristo, e cada um é uma parte desse corpo.

 Qual imagem é utilizada para descrever a Igreja?



 Qual é o propósito deste corpo?



 Como os indivíduos deste corpo devem se relacionar entre si?



quarta-feira, 8 de junho de 2011

A missão do apóstolo Pedro

A História do Cristianismo Através dos Séculos (aula 15b)

TEXTO BASE: Atos 9:32-43

Você já viu ou ouviu falar de algum milagre?

 
Antes, quando a perseguição começou, os apóstolos julgaram prudente permanecer em Jerusalém (At 8:1). Agora, entretanto, que a igreja estava gozando um tempo de paz (At 9:31), eles se sentiam livres para deixar a cidade.

Leia Atos 9:32-35
Por que o apóstolo Pedro viajava bastante? Quem ele visitava e qual era sua motivação?


Qual era a função do apóstolo?

De que modo o poder de Deus foi demonstrado nessa passagem?

Qual a semelhança entre esse milagre realizado com Pedro e o realizado por Jesus na cura do paralítico de Cafarnaum (Mc 2:1-12)?

Qual o resultado da demonstração desse poder?

Para lembrar - os apóstolos aos quais Lucas se referem tinham algumas qualificações especiais. Foram designados como apóstolos por Jesus, foram testemunhas oculares do Jesus histórico, possuem autorização para falar em nome de Jesus e o Espírito capacitador de Jesus para inspirar seus ensinamentos.

Quem era Tabita?


Por que Deus não livra os cristãos de passarem pelo sofrimento?

Qual a semelhança entre esse milagre realizado com Pedro e o realizado por Jesus na ressurreição de Talita (Mc 5:35-42)?


Quais as semelhanças entre esses dois milagres narrados por Lucas?

Quantos milagres o apóstolo Pedro realizou em benefício próprio?


Os relatos retratam o apóstolo Pedro como um autêntico apóstolo de Jesus Cristo, tendo ele realizado “os sinais de um verdadeiro apóstolo”. Milagres semelhantes haviam endossado o ministério profético de Elias e Eliseu. Quatro fatores apóiam essa sugestão. Primeiro, ambos os milagres seguiram o exemplo de Jesus. Segundo, ambos os milagres foram realizados pelo poder de Jesus. Terceiro, ambos os milagres foram sinais da salvação de Jesus. Pedro usa as mesmas palavras, “Levanta-te”, que Jesus usou para curar um paralítico. Quarto, ambos os milagres levaram pessoas a se converter ao Senhor.

Interessante – Lucas encerrou a história de Enéas e Tabita com a informação de que “Pedro ficou em Jope muitos dias, em casa de um curtidor, chamado Simão” (v. 43). Os curtidores eram considerados cerimonialmente impuros, pois trabalhavam com animais mortos para retirar e curtir o couro. Esse pode ter sido o primeiro sinal de abertura de Pedro para os gentios.

APLICAÇÃO

Observamos até aqui que nenhum dos milagres foi realizado em benefício próprio, e ainda que a maioria dos milagres narrados no livro de Atos não aconteceu dentro das igrejas (ou nos cultos). O que você acha que isso sugere?


Os milagres também mostram que Jesus cumpriu sua promessa de enviar seu Espírito para nos capacitar a realizar a tarefa de testemunhar dEle. Como você reage a essa missão?

MAPA – VIAGEM MISSIONÁRIA DE PEDRO


ORAÇÃO
Peça que o Senhor lhe encha de coragem e poder para testemunhar o senhorio e a obra de redenção de Jesus.

MEMORIZAR VERSÍCULO
Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra". Atos 1:8

MATERIAL UTILIZADO
• O Espírito em ação – John Stott, Editora Cultura Cristã Estudos Bíblicos sobre o livro de Atos baseados no comentário bíblico de John Stott.
• John Stott. A Mensagem de Atos. Editora ABU.

domingo, 24 de abril de 2011

O TÚMULO VAZIO (Aula especial de Páscoa)

Texto base: João 20:1-18

Tomando como base o início do texto bíblico de hoje, o túmulo, onde Jesus foi colocado após a sua morte, é mencionado sete vezes. Isso revela a predominância da ideia de Jesus morto. Depois da crucificação, os discípulos e discípulas viam Jesus como aniquilado e passivo. O capítulo que lemos tem inicio com a seguinte referência: “ainda estava escuro”, o que expõe perfeitamente a desorientação e o desamparo dos seguidores de Jesus naquele momento.

O “escuro” lembra as trevas e o caos primordial antes de tudo ser criado. E agora está em vias de os discípulos perceberem a nova criação presente em Jesus ressurreto.

Reflexão em grupo
1. Quem são os discípulos de Jesus envolvidos neste texto? E quem é Maria Madalena (Veja Lc 8:1-3)?
2. A palavra “viu”, nos versículos 1 e 5, vem do grego que significa “deu uma olhadinha”; no versículo 6, o significado da palavra “viu” é “estudou”; e no versículo 8, a palavra “viu” é uma outra palavra grega cujo sentido é “perceber”. Note a progressão: “dar uma olhadinha”, “estudar” e “perceber”. O que isto nos anuncia?
3. Qual é a reação destas testemunhas diante da ressurreição de Jesus?
4. Hoje, tem alguma razão de ser o culto prestado a um morto em seu túmulo? Por quê?
5. Por que a ressurreição é parte tão importante de nossa crença?

Conclusão
O túmulo vazio confirma a obra de Jesus Cristo na cruz, sua obra de redenção para o homem.

A ressurreição traz a convicção de que somos peregrinos e forasteiros neste mundo, aguardando a nossa pátria celeste. Não nos deixa olhar limitadamente para este mundo, põe os nossos olhos na glória de Jesus.

O túmulo vazio provoca em nós a expectativa de que assim como Cristo nós também seremos ressuscitados, no dia do Senhor, o nosso corpo corruptível há de se revestir de incorruptibilidade e seremos semelhantes a Jesus.

A ressurreição de Cristo nos lembra de que a morte será vencida de uma vez por todas, assim como o mal e o pecado serão de uma vez por todas excluídos da realidade dos novos céus e nova terra.

O túmulo vazio põe em nossos lábios a confissão de fé na volta de Jesus. E em regozijo oramos: Maranata vem Senhor Jesus!
Pedro Paulo Valente

Reflexão pessoal
O que é que domina seu coração hoje: O túmulo vazio que anuncia a vitória de Jesus sobre morte, ou as ansiedades e pressões que o mundo impõe sobre você?